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Divulgação
Preso em flagrante por suspeita de violência doméstica, o cabo da Polícia Militar do Piauí Rotyelson Silva, de 35 anos, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça do Maranhão. A decisão atendeu a requerimento do Ministério Público e foi proferida pelo Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (19), em Timon. O militar foi detido armado, na madrugada do mesmo dia, sob suspeita de espancar e ameaçar a namorada.
Na decisão, o juiz José Elismar Marques, titular da Vara de Execução Penal da Comarca de Timon, determinou a aplicação de medidas protetivas de urgência em favor da vítima. Entre elas, o policial deverá manter distância mínima de 200 metros, além de ficar proibido de manter qualquer tipo de contato ou comunicação com a mulher.
O magistrado, no entanto, negou o pedido do Ministério Público para restringir o porte de arma de fogo do policial. Segundo o juiz, o uso de armamento é inerente à função exercida pelo militar, e a restrição poderia comprometer o exercício de sua atividade profissional.
A Polícia Militar do Piauí informou que o caso será analisado internamente e que a Corregedoria da corporação irá avaliar as medidas administrativas cabíveis.
Prisão e versão da PM do Maranhão
De acordo com informações da Polícia Militar do Maranhão, o caso ocorreu em via pública, no bairro Formosa, em Timon. Uma equipe do 47º Batalhão foi acionada para atender a ocorrência e encontrou o casal dentro de um veículo, constatando sinais de agressão. Diante da situação, foi dada voz de prisão ao militar.
O capitão Sousa Neto relatou que a vítima informou ter sido agredida fisicamente e ameaçada de morte pelo cabo. Durante a abordagem, foram apreendidos uma pistola, um carregador e 10 munições calibre 9mm.
“Ela informou que ele puxou seu cabelo, prensou sua perna na porta do veículo e a ameaçou de morte, além de ameaçar atentar contra a própria vida”, afirmou o capitão.
Versão apresentada pelo policial
Durante a audiência de custódia, Rotyelson Silva apresentou sua versão dos fatos. Ele alegou que a discussão com a namorada teria começado ainda em Teresina, motivada por uma crise de ciúmes. Segundo o policial, a mulher teria tentado se jogar do carro, o que o teria levado a segurá-la para preservar sua integridade física.
O PM afirmou ainda que o desentendimento se estendeu até Timon, onde acabaram sendo abordados. Ele negou ter utilizado a arma de fogo e disse que a escondeu debaixo do banco do veículo para evitar que a companheira tivesse acesso ao armamento.
Nota da PM do Piauí
Em nota oficial, a Polícia Militar do Piauí informou que tomou conhecimento do caso de violência doméstica envolvendo um de seus integrantes e determinou a adoção das providências administrativas cabíveis, que estão sendo conduzidas no âmbito da Corregedoria da PMPI, conforme a legislação vigente.
A corporação afirmou ainda que acompanha o caso com rigor e transparência, assegurando que todo o apoio necessário será prestado, sempre com respeito ao devido processo legal.
A PMPI reiterou seu compromisso com a legalidade, a ética e a correta apuração de condutas, mantendo atuação responsável e institucional em todas as suas ações.