Polícia

Homem é preso suspeito de gravar e vender vídeos íntimos sem consentimento em Teresina

Divulgação

Um homem identificado pelas iniciais J.C. da S., de 48 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (29), na zona Norte de Teresina, suspeito de gravar e comercializar vídeos de relações sexuais sem o consentimento das vítimas. Segundo a investigação da Polícia Civil, entre as mulheres filmadas ilegalmente estariam adolescentes.

A prisão aconteceu durante a Operação Lente Oculta, deflagrada pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). De acordo com a polícia, o suspeito atuava há cerca de dez anos e utilizava objetos adaptados para esconder o celular e registrar as imagens clandestinamente.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os policiais encontraram pastas preparadas com compartimentos específicos para encaixar aparelhos celulares e pequenos furos direcionados para a câmera, facilitando as gravações sem que as vítimas percebessem.

Segundo o delegado Humberto Mácola, do DRCC, os materiais apreendidos comprovam o esquema utilizado pelo investigado.

“A gente, fazendo a busca na casa dessa pessoa, encontrou essa pasta preparada com uma capa de celular que coincide com o celular da propriedade do alvo, com um buraco para filmar e divulgar. Temos duas pastas com a mesma preparação. Ele cola a capa do celular, faz um furo perfeito e consegue filmar as vítimas”, explicou o delegado.

Ainda conforme as investigações, os vídeos eram vendidos por aproximadamente R$ 75 por meio de um aplicativo de mensagens. A polícia também identificou que o suspeito mantinha uma espécie de portfólio com fotos atualizadas das vítimas.

O homem já havia sido preso em 2017 pelo antigo Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco), quando foi investigado pelo crime de extorsão. Na época, conforme a polícia, ele utilizava conteúdos íntimos para ameaçar e extorquir vítimas.

Além dos materiais relacionados aos crimes cibernéticos, os policiais encontraram diversas garrafas de bebidas que seriam, inicialmente, falsificadas. O material foi apreendido e passará por perícia.

“Nós nos deparamos com muitas bebidas que, a princípio, é claro, a perícia ainda irá determinar, mas seriam possivelmente falsificadas”, afirmou o delegado Humberto Mácola.

O suspeito foi encaminhado para a Central de Flagrantes de Teresina e ficará à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e pessoas envolvidas na comercialização do material.