-
Dois homens são presos com arma, dinheiro e celulares durante ação da PM em Timon
-
Lula compara chegada de Chico Lucas à Senasp à contratação de Neymar e destaca programa criado no Piauí
-
Polícia Civil conclui investigação sobre morte de empresário em Caracol e indicia responsável por estrutura de evento
-
Policial militar é encaminhado à Casa da Mulher Brasileira após ameaçar companheira em Teresina
-
Corpo é encontrado às margens do Rio Poti na zona Sudeste de Teresina
Divulgação
Uma denúncia feita nas redes sociais acabou se transformando em um caso judicial com condenação por danos morais. As irmãs gêmeas Thamyres Leite Moura Sampaio e Thayres Leite Moura Coelho foram condenadas pela Justiça a pagar R$ 20 mil a uma consumidora da rede de postos HD, após ataques considerados ofensivos contra a advogada Nathalia Freitas.
Além da indenização, a decisão judicial determinou a retirada dos vídeos das redes sociais das gêmeas e a publicação de uma retratação pública nos perfis pessoais das duas no Instagram.
O caso teve início quando Nathalia Freitas denunciou uma suposta irregularidade no Posto HD 13, localizado na Avenida Dom Severino, Zona Leste de Teresina. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada relatou que a bomba de combustível teria registrado um volume superior à capacidade máxima do tanque de seu veículo.
A publicação ganhou grande repercussão e motivou uma reação pública das irmãs, que passaram a atacar a advogada e questionar a veracidade do vídeo divulgado. Segundo a sentença, as manifestações extrapolaram o direito de resposta e configuraram ofensa à honra, caracterizando dano moral.
Nathalia afirmou que sofreu abalo emocional, além de prejuízos pessoais e profissionais, em razão da exposição negativa, o que fundamentou a condenação imposta pela Justiça.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa das irmãs gêmeas. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.
Rede de postos ligada a investigação criminal
As irmãs são casadas com empresários investigados na Operação Carbono Oculto 86, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis no Piauí e em outros estados.
A investigação resultou na interdição de 49 postos e apontou uma movimentação bilionária, com indícios de que os valores teriam sido utilizados para lavagem de dinheiro em benefício da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).