Polícia

Perícia confirma que mesma arma foi usada em dois homicídios em Teresina

Divulgação

A Polícia Civil confirmou que a arma de fogo apreendida na residência do suspeito de matar dois jovens em um intervalo de cerca de 40 minutos, em Teresina, foi utilizada nos dois homicídios. Os crimes aconteceram na noite de 20 de dezembro de 2024, na Vila Palitolândia, zona Sul da capital.

O suspeito, identificado pelas iniciais Raimundo F. de S. N., foi preso durante uma operação realizada na última terça-feira (13), na zona Norte de Teresina. Ele permanece custodiado e à disposição da Justiça. As investigações são conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Com o apoio do Sistema Nacional de Balística (SINAB), ferramenta que permite a comparação de vestígios balísticos em nível nacional, o Departamento de Polícia Científica do Piauí (DEPOC-PI) conseguiu estabelecer a ligação entre os dois assassinatos e identificar a arma utilizada.

As análises periciais confirmaram que os projéteis recolhidos nas cenas dos crimes correspondem à arma apreendida durante a operação policial na casa do investigado.

De acordo com o perito criminal Danilo Amorim, a arma foi encaminhada ao Instituto de Criminalística (ICRIM), onde passou por exames técnicos. Os perfis balísticos foram inseridos no banco nacional e, após as correlações, ficou comprovado que o mesmo armamento foi usado nos dois homicídios. Os laudos periciais já foram encaminhados ao DHPP.

O crime

As vítimas foram identificadas como Mikael Jackson de Sousa Rodrigues, de 24 anos, e João Marcelo, de 26 anos. Segundo o DHPP, os assassinatos teriam sido motivados por um desentendimento entre integrantes da facção criminosa Bonde dos 40.

O delegado Danúbio Dias explicou que João Marcelo foi a primeira vítima. Logo em seguida, os criminosos utilizaram a motocicleta dele para cometer o segundo homicídio, que vitimou Mikael Jackson. Raimundo é apontado como o executor dos dois crimes, com apoio de comparsas.

“Desde o início, o departamento passou a acompanhar a movimentação do grupo. Ao longo do tempo, reunimos elementos probatórios até conseguir comprovar de forma incontestável a participação do suspeito”, afirmou o delegado.

As investigações também apontam que o grupo utilizava um veículo roubado cerca de 15 dias antes dos homicídios. Após os crimes, os suspeitos chegaram a fugir de uma tentativa de abordagem da Polícia Militar durante uma operação de recuperação de veículos. Apesar da fuga, o carro acabou sendo localizado e apreendido.

O caso segue em investigação para identificar e prender outros envolvidos.