-
Com Piauí premiado por alfabetização, Rafael Fonteles reforça investimento na primeira infância em simpósio internacional
-
Rafael Fonteles recebe Selo Ouro do presidente Lula por avanços na alfabetização infantil no PI
-
Cuba reage a plano dos EUA e afirma que sistema político não será negociado
-
Rafael Fonteles apoia redução do ICMS sobre diesel para conter alta dos combustíveis
-
Bolsonaro apresenta melhora e pode deixar a UTI ainda esta semana, diz médico
Divulgação
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) apresentou carta de renúncia ao mandato neste domingo (14). A informação foi confirmada pela assessoria da Presidência da Câmara dos Deputados.
Em nota oficial, a Câmara informou que a parlamentar comunicou formalmente a decisão à Secretaria-Geral da Mesa ainda neste domingo. Com a renúncia, o mandato passa a ser ocupado pelo suplente do Partido Liberal em São Paulo, Adilson Barroso, que foi o mais votado entre os suplentes da legenda.
Processo de cassação
Na última quarta-feira (10), o plenário da Câmara dos Deputados decidiu rejeitar a cassação do mandato de Carla Zambelli. O placar foi de 227 votos favoráveis, 170 contrários e 10 abstenções, número insuficiente para alcançar os 257 votos necessários para a perda do mandato.
Dois dias depois, na sexta-feira (12), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a perda automática do mandato da parlamentar. O julgamento ocorreu em plenário virtual, com votos dos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia.
Apesar da decisão do STF, a medida ainda não havia sido formalmente comunicada à Câmara dos Deputados, o que levou a Casa a não cumprir imediatamente a determinação. Diante disso, Carla Zambelli protocolou o pedido de renúncia antes da oficialização da perda do mandato.
Condenação
A cassação do mandato seria consequência da condenação definitiva de Carla Zambelli pelo STF por envolvimento na invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A deputada foi condenada a 10 anos de prisão, pena que se tornou definitiva e sem possibilidade de recurso em junho deste ano.
A condenação foi confirmada por unanimidade pela Primeira Turma do STF em maio, após os ministros acolherem os argumentos da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a acusação, Zambelli atuou em parceria com o hacker Walter Delgatti Neto para inserir documentos falsos na base de dados do CNJ, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.