Polícia

Caso João Emmanuel: suspeito diz que não teve intenção de matar

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O assassinato do professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, de 32 anos, ocorrido em Sobradinho II, no Distrito Federal, ganhou novos detalhes após a confissão do suspeito preso pelo crime. Guilherme Silva Teixeira afirmou à polícia que não tinha a intenção de matar a vítima e que a agressão teria sido motivada por um desentendimento momentâneo.

A vítima foi encontrada morta na manhã do último domingo (4), ao lado de uma parada de ônibus. Em depoimento, Guilherme relatou que o crime ocorreu por volta das 5h40, quando ele havia saído de casa para trabalhar e aguardava o patrão. Segundo o suspeito, João atravessava a rua e teria feito um gesto que ele disse não ter gostado, embora afirmasse nunca ter visto o professor antes.

“Eu fui nele e falei com ele: ‘Mano, bom dia’. Ainda falei com ele. Depois eu já dei o primeiro murro e comecei a pisar nele. Não foi minha intenção matar ele. Era só para dar uma surra mesmo”, declarou Guilherme durante o interrogatório.

Após as agressões, o suspeito afirmou que João ficou desacordado e com sangramento no nariz. O patrão de Guilherme teria sido chamado ao local e ajudou a virar o corpo da vítima de lado, para evitar que ela se engasgasse com o próprio sangue. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o professor já estava sem vida quando a equipe chegou.

Mesmo após o ocorrido, Guilherme disse que seguiu para o trabalho, acreditando que João seria socorrido. “Eu não sabia que ele tinha morrido. Achei que ia ficar tudo bem e que não ia prejudicar a vida do rapaz desse jeito”, afirmou.

Guilherme Silva Teixeira foi preso em flagrante na segunda-feira (5). Durante audiência de custódia realizada na manhã desta quarta-feira (7), a Justiça do Distrito Federal decidiu manter a prisão e convertê-la em prisão preventiva. A Polícia Civil investiga se o homicídio teve motivação homofóbica.

João Emmanuel era natural de Teresina (PI), filho do vice-prefeito do município de Isaías Coelho, George Moura, e atuava como professor em uma escola privada do Distrito Federal. O caso segue sob investigação.