-
Papa Leão XIV envia ajuda emergencial à Venezuela após terremotos que devastaram o país
-
Fundação Antares recebe novos equipamentos para modernização da comunicação pública do Piauí
-
Idepi asfalta ruas e amplia infraestrutura urbana em Santo Antônio de Lisboa
-
Trabalhadores começam a receber nesta quinta-feira valores esquecidos do fundo PIS/Pasep
-
Carro colide com estrutura metálica montada para aniversário da PM na Avenida Marechal Castelo Branco
Governo Federal vai comprar alimentos afetados por taxação dos EUA para rede de assistência social, anuncia Wellington Dias
Divulgação
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), afirmou nesta quinta-feira (07) que o Governo Federal vai adquirir alimentos de pequenos produtores que seriam exportados aos Estados Unidos, como forma de minimizar os impactos da nova taxação imposta pelo país norte-americano. Os produtos adquiridos serão destinados à rede de assistência social para atender a população em situação de vulnerabilidade.
Segundo o ministro, a medida busca proteger os pequenos produtores, especialmente aqueles que atuam com frutas, peixes, açaí e outros alimentos perecíveis, e que sofrerão perdas significativas com a mudança nas regras de exportação.
“O nosso ministério, junto com o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar], com a Conab [Companhia Nacional de Abastecimento] e com o Mapa [Ministério da Agricultura e Pecuária], vai comprar o alimento que ia para exportação. Vamos utilizar essas compras para abastecer as 34 mil unidades de acolhimento que temos no Brasil, voltadas para crianças, idosos, pessoas com deficiência e as Apaes”, explicou Wellington Dias.
Embora os detalhes da medida ainda não tenham sido oficialmente divulgados, o ministro adiantou que o Governo também está em busca de novos mercados internacionais para escoar os produtos afetados pela taxação. No Piauí, por exemplo, já foi iniciada a exportação de mel para o Japão.
A nova tarifação dos Estados Unidos, que entrou em vigor na quarta-feira (06), impõe um imposto de 50% sobre diversos produtos brasileiros, afetando cerca de 35% das exportações destinadas ao país. Um dos segmentos mais impactados é o de apicultura no Piauí, estado que recentemente ampliou sua atuação no comércio exterior.
Como alternativa ao mercado norte-americano, o mel piauiense começa a ganhar espaço em países da Europa, como Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, que têm se mostrado dispostos a pagar preços semelhantes — ou até mais atrativos — que os oferecidos pelos EUA.
Além disso, o Governo Federal já iniciou tratativas com o Canadá e avalia novas possibilidades na Ásia e no Oriente Médio, com destaque para China, Japão, Dubai e Arábia Saudita.
“Vamos seguir adiante. O meu estado já está buscando outros mercados, e temos certeza de que existe demanda por esses produtos em diversas partes do mundo”, concluiu o ministro.