-
Rafael Fonteles entrega kit com mobília para nova creche em Domingos Mourão; município é uma referência em educação e no acesso ao Saúde Digital
-
Jovem morre em grave acidente enquanto saía para comprar leite para a filha no Sul do Piauí
-
OAB-PI vai à Justiça para questionar aumento da taxa do lixo em Teresina
-
Papa Leão XIV envia ajuda emergencial à Venezuela após terremotos que devastaram o país
-
Fundação Antares recebe novos equipamentos para modernização da comunicação pública do Piauí
Adolescentes são expulsos de escola pública em Floriano após consumirem medicamento para disfunção erétil em sala de aula
Divulgação
Dois adolescentes, de 14 e 15 anos, foram expulsos de uma escola pública estadual em Floriano, a cerca de 260 km de Teresina, após ingerirem tadalafila — medicamento indicado para tratar disfunção erétil — durante o horário de aula. Os estudantes chegaram a passar mal e precisaram de atendimento imediato ainda dentro da unidade de ensino.
De acordo com informações apuradas, um dos jovens levou o medicamento diluído em uma garrafinha de água e compartilhou com o colega. Ambos apresentaram fortes dores abdominais após o consumo. Há relatos de que outros estudantes também teriam tido acesso à substância, o que levantou ainda mais preocupações entre a direção e os pais.
A escola tomou conhecimento do ocorrido, instaurou uma apuração interna, comunicou os responsáveis e optou pela expulsão dos dois alunos envolvidos diretamente no caso. A decisão gerou debate sobre a necessidade de conscientização dos adolescentes quanto ao uso de medicamentos sem prescrição médica.
A tadalafila, embora bastante conhecida, é um fármaco que exige orientação médica. Seu uso indevido pode trazer sérios riscos à saúde, especialmente para jovens. Entre os efeitos colaterais mais comuns estão dores de cabeça, desconforto estomacal, palpitações, rubor facial, alterações visuais temporárias e até dependência psicológica.
O princípio ativo do medicamento atua relaxando a musculatura dos vasos sanguíneos do órgão genital masculino, o que facilita o aumento do fluxo de sangue na região. Seu efeito pode demorar até seis horas para ser sentido, mas pode permanecer ativo no organismo por até 36 horas.
O caso serve de alerta para pais, educadores e autoridades sobre o fácil acesso a medicamentos controlados por parte de adolescentes e os perigos do uso recreativo de substâncias que deveriam ser utilizadas exclusivamente com prescrição e acompanhamento médico.
O Conselho Tutelar de Floriano informou que não foi comunicado oficialmente pela escola, mas que acompanhará o caso.